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Neurociências – “melhoramentos do cérebro”

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É provável que os fármacos criados para tratar determinadas doenças possam também desenvolver algumas das nossas capacidades naturais. A medicação para a doença de Alzheimer pode também melhorar consideravelmente o funcionamento normal da memória. Fármacos estimulantes, utilizados actualmente para o tratamento de crianças com défice de atenção devido a desordens hiperactivas, também aumentam a capacidade de concentração de um cérebro “normal”. O estado emocional pode também ser melhorado.

Author / translator Andrea Bandelli

É provável que os fármacos criados para tratar determinadas doenças possam também desenvolver algumas das nossas capacidades naturais. A medicação para a doença de Alzheimer pode também melhorar consideravelmente o funcionamento normal da memória. Fármacos estimulantes, utilizados actualmente para o tratamento de crianças com défice de atenção devido a desordens hiperactivas, também aumentam a capacidade de concentração de um cérebro “normal”. O estado emocional pode também ser melhorado. A nova geração de fármacos para a terapêutica da depressão tem também efeito nas pessoas que não sofrem de depressão: as pessoas que os consomem são menos preocupadas com os pequenos aborrecimentos de todos os dias, vivem a vida mais optimisticamente e são mais confiantes.
Em vez de serem usados para terapia, estes fármacos podem um dia ser utilizados para potenciar o corpo humano, cérebro e psique. Com todos estes benefícios, mesmo que imaginários, que associam o consumo destes fármacos ao desenvolvimento humano, será inevitável que estes sejam tomados para este propósito? Podemos, ou devemos mesmo, tentar limitar o seu uso?
Esta questão é certamente válida se, tal como parece, estes fármacos não forem prejudiciais. O que existe de errado em melhorar a memória, inteligência, níveis de atenção ou capacidade de concentração? Ou mesmo desenvolver a nossa criatividade, empatia ou sociabilidade? Nós já nos refugiamos diariamente no café, nos cigarros ou num copo de Vinho do Porto. Não fazemos isto sobretudo pelo efeito da cafeína, da nicotina ou do álcool no cérebro? Um comprimido é diferente de uma chávena de café?

Created 10 February 2010
Last edited 29 August 2018
Topics Ethics, Health, Science
Original English

Policy positions

Policy position 1

Se estiver concluída uma análise substancial dos efeitos negativos, não devem existir mais controlos aos “melhoramentos do cérebro” do que os que existem hoje ao álcool e ao tabaco, deixando o mercado decidir.

Policy position 2

“Melhoramentos do cérebro” devem em todas as circunstâncias ser regulados segundo um controlo médico rigoroso, isto é, precisam de ser prescritos por um médico.

Policy position 3

“Melhoramentos do cérebro” não devem estar acessíveis ao público, mas a investigação deve continuar (com ensaios clínicos, uso militar, etc.) de modo a serem avaliadas as consequências a longo prazo, tanto médicas como sociais.

Policy position 4

É moralmente inaceitável usar este tipo de estimulantes para melhorar um comportamento normal, assim, o uso destas substâncias deve ser somente terapêutico - tratamento de doenças, insuficiências ou outras desordens.

Story cards

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Estou a cumprir pena perpétua no Texas por um assassinato que ocorreu em 1981 e pelo qual fui condenado. Embora durante vinte anos eu reclamasse inocência, não consegui encontrar nenhuma evidência para suportar o meu caso. Então, no ano passado, fiz testes de “impressões digitais” do cérebro. Puseram um tipo de eléctrodo na minha cabeça e mostraram-me fotos da cena do crime misturadas com outras fotos sem qualquer relação com o assassinato. Disseram que mesmo que eu tentasse esconder as minhas reacções, o dispositivo detectaria se uma memória da cena estivesse gravada no meu cérebro. E naturalmente, descobriram que não estava. Agora tenho esperança finalmente.

História do Kevin
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Há mais de oito anos que sofro da doença de Parkinson, os meus membros movimentam-se súbita e bruscamente, tremendo bastante. Nos últimos tempos, a minha medicação não tem produzido os efeitos que no início alcançava e os meus membros tremem incontrolavelmente. O meu médico diz que a medicação alcançou o seu limite. Sugeriu-me "a estimulação profunda do cérebro". Podem implantar um eléctrodo no meu cérebro para regular os sintomas da doença. Eu poderia ligá-lo ou desligá-lo com a ajuda de um aparelho semelhante a um pacemaker no meu peito. As possibilidades de bons resultados são elevadas.
Mas isso não me tornaria num robot?

História da Olive
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Tenho 63 anos. Tive recentemente problemas com a minha memória. Os exames médicos mostraram que eu tenho “Alteração cognitiva ligeira”, a que chamam estado de pré-demência. Nos próximos cinco anos serei provavelmente afectada pela doença de Alzheimer, embora não se possa afirmar isso com certeza absoluta. Os médicos prescreveram-me um fármaco que abranda o avanço da deterioração, no entanto não a vai parar. Eu quero desesperadamente este fármaco, pois a ideia de ficar demente aterroriza-me a mim e à minha família. Mas o fármaco é muito caro e eu não sei por quanto tempo mais será financiado.

História da Rose
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Olá, tenho 43 anos, sou mãe de três crianças e doméstica. Sofro de depressão há vários anos. O meu médico prescreve-me antidepressivos que me ajudam a ver o lado bom da vida. Não posso imaginar o que seria a minha vida sem estes comprimidos. No entanto penso, que tipo de pessoa seria sem estes comprimidos? Quem sou eu, afinal? O fármaco ajuda-me a encontrar o caminho para a minha verdadeira personalidade? Ou cria uma outra pessoa, diferente de mim, sempre contente e a sorrir mas…Uma estranha para mim mesma?

História da Susan
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Há três anos atrás, testemunhei em defesa de Lee, na altura com 17 anos, que estava em julgamento pela tentativa de assassinato de uma rapariga de 15 anos de idade. Eu disse ao tribunal que acreditava que o Lee não tinha controlo sobre o seu comportamento violento, pois tinha crescido num meio familiar agressivo. Utilizei imagens do seu cérebro para demonstrar que tinha menos massa cinzenta que o normal para o lobo pré-frontral, encaixando no padrão típico de violência. Isto ajudou a convencer o júri a absolver o Lee de assassínio na forma tentada, acusando-o de tentativa agravada de assalto.

História do Dr. Anderson
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Lecciono numa escola secundária. Cerca de um terço dos rapazes das minhas turmas toma Ritalinina, apesar de a maioria deles não ter Desordem por Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH), para a qual é normalmente prescrito. Cada vez mais pais dão o medicamento aos seus filhos para os ajudar a concentrar e estudar. Chegará o dia em que teremos de pedir aos estudantes para trazer uma amostra de urina juntamente com os exames, só para descobrir se os seus conhecimentos são o resultado do estudo ou de drogas?

História da Margaret
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O John e eu acabámos de ter o nosso primeiro bebé, um menino maravilhoso chamado Oliver. Agora chegou a altura de retomar o meu trabalho como escritora freelancer. O meu coração sofre com a ideia de deixar o Oliver todo o dia no centro de dia. O pessoal é muito profissional, mas eu li em qualquer lado que os bebés colocados em creches são mais propensos a tornarem-se delinquentes mais tarde. Por outro lado, se o deixo ficar em casa ele passará o tempo a ver vídeos e televisão, e eu li que isso também é prejudicial.

A história da Sybil
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O meu filho Kevin teve um acidente de motocicleta há cinco anos atrás. Tinha 22 anos. Desde aí, tem estado numa espécie de coma, chamado “estado vegetativo”. O seu córtex cerebral está morto, por isso ele nunca será capaz de pensar ou sentir. A única parte do seu cérebro que está ainda viva é o “cérebro animal”, que faz com que o seu coração bata e que ele respire. Não existe nenhuma hipótese de voltar a ter consciência. Então qual é o objectivo? Algumas vezes sinto que ele está vivo, outras vezes que está morto, outras ainda, sinto que não sei mais se sei que diferença existe.

História da Barbara

INFO CARDSISSUE CARDS

A regulamentação de técnicas

A imagiologia do cérebro deve ser permitida para outros propósitos que não o tratamento de uma doença? Quem pode ser autorizado a utilizar esta técnica?

Eléctrodos e comprimidos

Ter um eléctrodo no meu cérebro é diferente de tomar um comprimido?

Liberdade humana e dignidade

Uma ordem do tribunal para tratamento com fármacos para o comportamento agressivo ou sexualmente inapropriado, é uma violação da liberdade individual e da dignidade humana?
E se o tratamento ordenado consistir na implantação de eléctrodos?

Melhorando-me a mim mesmo

Quais das seguintes opções eu melhoraria se existe uma possibilidade de o fazer através de meios artificiais (comprimidos, eléctrodos, etc.).
• Memória?
• Inteligência?
• Humor?

Alguns métodos são mais aceitáveis que outros?

Fármacos e sociedade

O melhoramento cerebral terá efeitos sociais alargados? ,Se alguns grupos sociais os utilizarem, terão uma vantagem sobre outros?

Fármacos para detentores de cargos de responsabilidade

Devemos pedir a presidentes e primeiro-ministros, cujas decisões influenciam o mundo, que tomem eles próprios fármacos estimulantes para cérebro?

Alterar a evolução

Estaremos a mudar o curso natural da evolução da humanidade com a alteração artificial do cérebro humano?

Avaliar os riscos

Como podemos saber os riscos a longo prazo da maioria dos fármacos psico-activos, especialmente quando as pessoas começam a tomá-los numa idade jovem e os consomem por um longo período de tempo?

O controlo do uso de medicamentos

“Estando um medicamento aprovado e aceite, outras pessoas farão uso dele com outros propósitos.“

No futuro as pessoas serão forçadas a fazer melhoramentos no seu cérebro?

Existe o perigo que os patrões e as escolas na procura de trabalhadores e estudantes com desempenhos elevados, forcem a estimulação artificialmente o cérebro. É necessário travar isto.

O efeito dos fármacos

Sou a mesma pessoa após tomar um fármaco que age no meu cérebro?

Fármacos ou terapia

A depressão deve ser tratada com um comprimido ou conversando com um terapeuta?

Onde reside a cura?

Se um problema é localizado no cérebro, a cura deve ser procurada unicamente no cérebro?

Definir a linha de fronteira

Nas verdadeiras desordens de alteração de humor, como podemos traçar um limite claro entre saudável e doente?

Que tipo de desordem é a depressão?

A depressão é uma desordem do indivíduo ou uma desordem da sociedade?

Esconder o problema

Há o risco que a utilização de fármacos para o cérebro possa mascarar um problema social?

Atitudes da sociedade

Socialmente, qual é o intervalo de variação do comportamento humano que aceitamos?

O nosso desconforto sobre os fármacos

“A maioria de nós gostaria de atravessar a vida alegremente e com carinho, focando-nos, como um raio laser, no trabalho e divertindo-se com sexo cada noite. Contudo, a maioria de nós, sente-se pouco à vontade com a ideia de adquirir estas coisas através de fármacos. Porquê?“

Quem é responsável?

“Quem define o que é comportamento e desordem de comportamento, quem deve controlar o tratamento?”

Atingir o limite

“É ético usar fármacos para ganhar vantagem sobre outros?”

Estimulantes cerebrais e justiça

“A educação é um estímulo cognitivo que é distribuído muito desigualmente, mas a sociedade não é contra a educação. Pelo contrário, os estimuladores neuro-cognitivos podem ser relativamente fáceis de distribuir a toda a população.”

Fármacos para passar nos exames

Se fármacos estimuladores do cérebro forem desenvolvidos, quais são as implicações que as pessoas terão por os usar em exames?

Café e outros estimulantes

Tomar um estimulante antes de um teste é diferente de tomar uma chávena de café?

Alargar o poder do tribunal

Os tribunais já podem forçar o tratamento de criminosos. Existe o perigo que o tratamento venha a ser forçado em qualquer pessoa que a sociedade olhe como “desviante” ?

O cérebro em desenvolvimento

Há 20 anos atrás, os cientistas pensavam que o cérebro não podia modificar-se após a infância, para além da perda de células nervosas durante o envelhecimento. Agora sabemos que o cérebro se remodela a si próprio constantemente durante a vida, como resultado da aprendizagem e da adaptação ao meio ambiente.

O que é a consciência?

Os cientistas dizem que no momento em que estamos conscientes do fazer uma tarefa, no nosso cérebro ela já está feita. Isto significa que o nosso cérebro controla como agimos e que a consciência não controla as nossas acções, é um modo do nosso cérebro explicar as suas acções.

Relação entre anatomia cerebral e comportamento

Na procura de uma relação entre o comportamento e a anatomia ou a biologia do cérebro, cientistas descobriram que 21 indivíduos com “comportamento anti-social” tinham em média 11% menos volume numa determinada parte do seu cérebro.

Modelos animais

Ao estudarem comportamentos como o vício, agressão e comportamentos similares em animais, os cientistas descobriram que estes podem ser modificados utilizando drogas. Parte desta investigação é já aplicada em humanos.

Resistência a fármacos

As pessoas que sofrem da doença de Parkinson não conseguem controlar os seus movimentos. A causa é a morte das células cerebrais numa parte do cérebro que controla o movimento. Existem medicamentos para controlar a doença de Parkinson, mas muitos dos doentes desenvolvem uma resistência aos medicamentos, fazendo com que estes tenham pouco ou nenhum efeito.

Tratar problemas biológicos e psicológicos

Estimuladores do cérebro profundo que têm vindo a ser utilizados para tratar a doença de Parkinson e outras desordens do movimento, estão agora a ser testados para o tratamento de doenças psiquiátricas, como a depressão e a doença obsessivo-compulsiva.

Terapia com células estaminais

A doença de Parkinson é uma boa candidata à terapia com células estaminais pois a área afectada do cérebro nesta doença é pequena e facilmente identificável. Substituir as células afectadas com a ajuda das células estaminais pode levar a uma melhoria ou até mesmo à cura.

Lobotomias frontrais

Entre 1930 e 1950 os pacientes esquizofrénicos eram tratados com a remoção de uma parte frontal do seu cérebro, modificando a sua personalidade para sempre. Técnicas modernas de estimulação profunda podem agir muito mais selectivamente no cérebro, com a vantagem de serem reversíveis.

Estimulação Magnética Transcranial (EMT)

Há indícios de que a EMT pode melhorar a performance em tarefas que recorrem à memória e raciocínio, despertar as pessoas dos efeitos da fadiga severa ou ensinar-lhes uma nova competência.

A tendência para “medicalisar”

Ao darmos a condições não médicas um rótulo médico ou psicológico, estaremos a encorajar o tratamento através do uso de medicação prescrita?

Melhoramentos através de fármacos

Terapêuticas com fármacos podem fazer pessoas normais “melhor que o normal”. Melhorias através da utilização de fármacos já existem para a memória, aprendizagem e funções essenciais, como dormir, apetite ou sexo.

Novos fármacos antidepressivos

Estes são muito mais seguros que anteriores fármacos, o que leva a uma grande utilização. Há tendência para usar estes fármacos como “abrilhantadores de estado de espírito” por pessoas completamente saudáveis que querem sentir-se “melhor que bem”.

Terapêutica sem sintomas adversos?

A depressão pode ir e vir, frequentemente passam anos entre dois episódios. Os pacientes com depressão hoje em dia são tratados com antidepressivos de nova geração durante anos, mesmo assim não demonstram sintomas adversos.

Quando a ficção se confunde com a realidade

No livro de Aldous Huxley de 1930 “Admirável Mundo Novo”, um fármaco chamado Soma removia todas as sensações dolorosas. Hoje existe uma variedade de fármacos para o cérebro acessíveis ao consumidor, de venda livre ou através de prescrição médica.

Epidemia de depressão

A Organização Mundial de Saúde identificou a depressão como um dos maiores perigos para a saúde deste século. As desordens mentais são uma das principais causas de doença e incapacidade na Europa.

Medicamentos sem prescrição

Muitos medicamentos para o cérebro são tomados não apenas para tratar doenças. Algumas pessoas que tomam medicamentos para a ansiedade não são pessoas particularmente ansiosas.

Fármacos para aprendizagem

A Ritalina e fármacos semelhantes psico-estimulantes, demonstraram melhorar o estado de vigília, tempo de resposta, capacidade de resolução de problemas e planeamento. É considerado o fármaco mais usado nos campus universitários americanos.

Fármacos estimulantes da memória

Muitas companhias farmacêuticas estão a direccionar enormes esforços de investigação no desenvolvimento de drogas que melhoram a memória. Suplementos nutricionais para a memória são já uma indústria de biliões de euros, apesar da pouca evidência de que funcionem.

Poder de soldado

Fármacos para tratamento de desordens do sono podem prolongar o estado acordado por dias. São usados por pessoas saudáveis mas foram investigados pelos militares.

Experiências militares

O exército americano está a gastar cerca 20 milhões de dólares para investigar novos modos de prevenir o cansaço e permitir aos soldados estarem acordados, alerta e operacionais, cerca de 7 dias seguidos, sem sofrer nenhum tipo de efeitos.

Super-humanos

O exército dos EUA sugeriu que os humanos precisam de um upgrade - actualização. Estão a investigar formas de tornar os soldados mentalmente mais astutos, resistentes, rápidos e fortes, resumindo, super-humanos.

O perigo dos estimulantes de memória

“Provavelmente não é uma boa ideia tomar todos os dias estimulantes de memória até ao fim da sua vida. Eles podem produzir efeitos psicológicos colaterais, como encher a cabeça com muitas coisas que não consegue esquecer.”

Automedicação – fármacos não prescritos pelo médico

Muitos dos fármacos que potenciam melhoramentos cerebrais foram originalmente criados para tratar patologias médicas, mas provaram ser seguros o suficiente para um uso alargado.

Meios de comunicação social

Não sabemos o efeito do excesso de informação proveniente dos media em cérebros em “maturação”.Tem sido sugerido que a influência dos media no cérebro pode ser mais perigosa que fármacos ou drogas.

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