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As células estaminais

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Introdução

As células estaminais são as células do corpo humano que conseguem fazer uma de duas coisas: cópias de si mesmas ou produzir outro tipo de células. O embrião num estádio muito precoce contém células estaminais que lentamente se especializam na produção de todas as células do corpo.

A importância médica das células estaminais

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Introdução

As células estaminais são as células do corpo humano que conseguem fazer uma de duas coisas: cópias de si mesmas ou produzir outro tipo de células. O embrião num estádio muito precoce contém células estaminais que lentamente se especializam na produção de todas as células do corpo.

A importância médica das células estaminais

As células estaminais retiradas dos embriões não podem ser injectadas directamente num corpo adulto porque há o risco de se copiarem a si mesmas, tornando-se cancerígenas. Mas podem (em teoria) ser induzidas, sob condições especiais em laboratório, a transformarem-se em qualquer tipo de célula do corpo humano. Esta técnica poderá proporcionar uma fonte de células para substituição de outras que, normalmente, não o podem ser uma vez danificadas, como as células do coração ou as células nervosas.
Considere-se um paciente com uma lesão na medula espinal: poderia ser ajudado a recuperar se fossem injectadas células nervosas dentro da sua medula espinal. As células nervosas podem também ajudar a abrandar, ou mesmo travar, a doença de Parkinson. Células pancreáticas podem manter a diabetes controlada, e por aí fora. O potencial é claramente enorme, mas neste estado inicial de investigação é difícil saber quantas destas esperanças poderão na verdade ser terapias viáveis. Considere-se ainda que esta utilização de embriões é também muito controversa.

Created 8 September 2010
Last edited 29 August 2018
Topics Ethics, Health, Science
Original English

Policy positions

Policy position 1

A investigação em células estaminais deve ser apenas desenvolvida em células estaminais de adultos ou do sangue do cordão umbilical.

Policy position 2

Em adição ao exposto em 1, a investigação em células estaminais pode também ser desenvolvida utilizando embriões excedentários com menos de 14 dias, que de qualquer modo seriam destruídos.

Policy position 3

Em adição ao já exposto em 2, a investigação em células estaminais pode também ser desenvolvida em embriões criados especificamente para investigação por Fertilização in Vitro (FIV).

Policy position 4

Em adição ao já exposto em 3, os embriões podem ser clonados para a investigação em células estaminais.

Story cards

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Anna Fitzgerald é uma cientista que trabalha em células estaminais pluripotentes induzidas. Anna é optimista em relação ao potencial da reprogramação de células e considera que as terapêuticas com células estaminais serão extremamente importantes no tratamento das causas subjacentes de muitas doenças graves. No entanto, sabe que tais terapêuticas ainda estão distantes e considera que não nos devemos precipitar em termos de testes clínicos. Anna também está preocupada que venham a ser necessários muitos recursos para disponibilizar as terapêuticas a toda a gente de forma económica. Ela quer que a sua investigação proporcione benefícios para todos, não apenas para um pequeno grupo de pacientes ricos que podem pagar tratamentos especializados.

História da Anna
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A Sr.ª Liz Hopeful está casada há 5 anos. Gostaria muito de ter tido filhos, mas isso não aconteceu. Ela e o marido decidiram então começar a fazer o tratamento para a FIV. O primeiro ciclo de tratamento falhou, mas eles ainda têm seis embriões armazenados. Todos têm nomes. Um dos formulários perguntava se estavam preparados para doar alguns dos embriões excedentes do tratamento para investigação em células estaminais. A ideia de os embriões serem utilizados em experiências aterroriza Liz.

Sr.ª Liz Hopeful
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O Padre O’Reilly é um padre católico. Ele vê muito sofrimento pelo mundo e no seu próprio país, e sente compaixão. Mas fiel aos ensinamentos da sua fé, acredita que o embrião humano é uma vida sagrada a partir do momento da concepção. Isto significa que é impossível aceitar qualquer tipo de investigação em embriões. As experiências só devem ser realizadas em células estaminais obtidas do cordão umbilical. Ele pensa que os cientistas não se preocupam com as leis espirituais e por isso devem ser guiados por aqueles que o fazem.

Padre O’Reilly
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O meu nome é Áron Sárallyai. Sou um estudante universitário de 23 anos. Nasci com imunodeficiência primária herdada, que deu origem a muitas doenças difíceis ao longo de toda a minha vida. O meu estado de saúde estava a piorar cada vez mais nos últimos anos e finalmente agravou-se. O único tratamento que ajudou foi a terapêutica de células estaminais. Recebi as células estaminais de um doador adulto anónimo, a quem estou extremamente agradecido. O processo foi indolor para ambos. Com as células estaminais doadas, o meu sistema imunitário pode ser igual ao sistema imunitário do doador. Tenho a oportunidade de ser saudável. Eu apoio a terapêutica de células estaminais, mas apenas com voluntários adultos porque pode curar doenças graves. No entanto, aconselho cuidado a todos uma vez que não é uma solução milagrosa, mas que, com a devida atenção, pode ajudar muitas pessoas.

Áron Sárallyai
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Sir Grant Cameron chefia uma das equipas líderes em investigação em células estaminais embrionárias. Está perturbado com o que encara como um descarado apelo emocional daqueles que se opõem à investigação em embriões. É irracional atribuir um estatuto moral humano àquilo que é apenas um conjunto de células num estado muito precoce de desenvolvimento. Como podem alguns negar a cura para tantos? Ele pensa que é amoral objectar esta investigação, que pode encontrar a cura para doenças incapacitantes.

Sir Grant Cameron
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Janice Fortune é uma empreendedora nata. Montou uma empresa para a criação de células estaminais humanas destinadas a investigação e, eventualmente, prática clínica. Preocupa-se com pessoas doentes e está consciente das implicações éticas, mas a sua prioridade é tornar viável uma empresa quando a grande promessa de células estaminais pode estar ainda a 10 anos de distância. Se os embriões demonstrarem ser capazes de oferecer resultados num menor espaço de tempo, ela utilizá-los-á; se forem as células adultas a demonstrarem-no, optará por essa via.

Janice Fortune
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Ted Murdoch tem 50 anos e uma boa carreira. É chegado à família e está ansioso por gozar a reforma. Mas foi-lhe diagnosticada Doença de Parkinson e está já a perder algumas capacidades funcionais. Esta doença assusta-o. Irá morrer lentamente e até lá, provavelmente, provocar muita dor à sua família. Não quer ser um fardo. Ouviu falar sobre as células estaminais como uma possível cura e sente que poderiam salvar pessoas como ele. Tornou-se um forte apoiante da investigação em células estaminais de embriões. Juntos, certamente irão ultrapassar a doença.

Ted Murdoch
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Amanda é uma jovem bióloga celular num instituto de referência na investigação em células estaminais. Recentemente foi dada autorização governamental para o seu chefe usar embriões clonados, feitos a partir de uma amostra de sangue de um paciente com doença nos neurónios motores. Serão retiradas células estaminais dos embriões para criar um conjunto de células que exibam a doença. Amanda tem sentimentos contraditórios quanto a criar embriões apenas para investigação. Está preocupada que cientistas “diabólicos” usem os resultados para criar bebés clonados. O projecto é especulativo, mas pode atingir resultados reais no entendimento de algumas doenças. Neste momento debate-se para decidir qual a sua posição relativamente a este assunto.

Amanda Prentice
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Zed é um transhumanista. Para ele, a medicina regenerativa com células estaminais é apenas um objectivo a curto prazo. Ele antecipa a convergência da investigação em clonagem, genética, células estaminais, cibernética e nanotecnologia, que irá permitir mudanças genéticas humanas permanentes e muito mais. Isto irá permitir não apenas acabar com as doenças genéticas mas também permitir desenvolvimentos. Podemos expandir a nossa inteligência, alargar as nossas capacidades sensoriais, aumentar a nossa resistência física e ultrapassar o envelhecimento. Rejeita as nossas visões conservadoras de ética e religião. Devemos agarrar o nosso destino com as nossas mãos. As regulamentações arriscam negar-nos esse destino.

Zed Omega
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A Dra. Sharon Taylor é uma neurocirugiã; é frequente ver pacientes que estão paralisados em resultado de lesões graves na coluna vertebral. Ela mantém-se a par dos mais recentes desenvolvimentos e é adepta das novas tecnologias, mas está preocupada que as células estaminais sejam frequentemente apresentadas como sendo uma cura mágica. A Dra. Sharon sente-se pressionada pelos pacientes e respectivas famílias para fazer transplantes de células estaminais, independente do risco. No entanto, tem consciência de que tais terapêuticas não foram ainda suficientemente testadas e que os testes clínicos ainda estão a dar os primeiros passos. Ela não está preparada para usar células estaminais até estar disponível uma terapêutica segura e eficaz, mas está preocupada que os pacientes desesperados se voltem para pessoas sem escrúpulos que os podem explorar para ganharem dinheiro, apesar dos riscos para a saúde.

Dr. Sharon Taylor

INFO CARDSISSUE CARDS

Um grande potencial

Se o potencial das células estaminais embrionárias poder ser aproveitado e não houver obstáculos, poderá tratar-se uma grande variedade de doenças fatais que actualmente não têm cura.

Vida

Quando começa a vida humana?

O que é um embrião?

Que estatuto devemos dar a um embrião de 14 dias?
• só um conjunto de células;
• um ser humano potencial ou em desenvolvimento;
• totalmente humano?

Justificação da investigação

A perspectiva de tratar doenças actualmente terminais é justificação suficiente para a investigação de células estaminais utilizando embriões humanos?

Um desafio ético

A investigação em células estaminais embrionárias é errada porque é inaceitável a destruição de uma nova vida mesmo para salvar a de uma pessoa doente?

Valores morais de quem?

Devemos pensar por nós próprios o mundo em que queremos viver e não continuar presos a valores morais precedentes?

Ciência e valores humanos

Devemos ser mais cuidadosos para não sacrificar valores humanos profundamente enraizados devido à pressão de inovação científica?

Para que fins se justifica o uso de embriões?

É errado criar embriões só para desenvolver investigação em células estaminais, mas será correcto se se tratar de embriões excedentes da FIV ou embriões seleccionados que seriam destruídos de qualquer forma?

Máquinas de peças sobresselentes ?

Se criarmos embriões simplesmente para fonte de células estaminais estaremos a tratá-los como fonte de peças sobressalentes?

Outros assuntos relacionados com a gravidez

Devemos continuar a autorizar a FIV (Fertilização In Vitro ou bebés proveta) ou DGP (selecção de embriões para evitar doenças genéticas graves)?

Uma inclinação escorregadia?

A criação e a utilização de embriões clonados aproxima-nos da criação de um bebé humano clonado?

Um passo de cada vez?

Devemos realizar a investigação em embriões clonados apenas após ter explorado o potencial das células estaminais obtidas a partir dos embriões excedentes de FIV ou de tecidos adultos?

Que limites morais deve ter a ciência?

Devemos colocar limites morais à ciência, permitindo apenas a investigação de células estaminais não embrionárias?

Os limites para a investigação embrionária e o aborto.

Os limites da investigação em embriões até aos 14 dias ou do aborto até às 24 semanas decorrem de ensinamentos da ciência ou de princípios morais, ou são simplesmente limites legais arbitrários?

Limitar o uso da ciência

Existe uma proposta das Nações Unidas de proibição da clonagem humana. A sociedade deve procurar limites para determinadas aplicações da ciência? Ou o que for realizável será sempre realizado,?

Quem deve estar envolvido?

Quem deve estar envolvido no desenvolvimento de tecnologias e terapias com células estaminais – o governo, empresas privadas, fundações ou organizações?

Outras utilizações para o dinheiro.

O dinheiro para a investigação em células estaminais deve ser desviado para um orçamento de ajuda a países pobres de modo a aumentar os cuidados básicos de saúde?

Efeitos nos países em desenvolvimento

Estas tecnologias farão melhorar ou agravar a divisão global entre ricos e pobres?

A investigação de células estaminais não é só em embriões

Se deixarem de existir de todo fundos para a investigação em células estaminais isso pode significar o desaparecimento da investigação em células estaminais de adultos em transplantes de medula para curar leucemias.

Aumentar as expectativas

Estamos a alimentar falsas expectativas de cura das pessoas que sofrem de doenças degenerativas?

Investigação em embriões e qualidade de vida

Até que ponto é legítimo fazer uma investigação controversa para ajudar uma população envelhecida a viver mais tempo? E se a qualidade de vida das pessoas muito idosas não poder ser significantemente melhorada?

Aceitar que todos nós vamos morrer algum dia

Existe eventualmente algum limite para a investigação médica? Existe um ponto em que temos de aceitar que somos mortais e a realidade do sofrimento?

Uma questão de democracia

A formulação de políticas nestes assuntos é democrática? Até que ponto o deverá ser?

O papel da sociedade

Mesmo na medicina, os investigadores não devem poder inventar as regras que se adaptem aos seus objectivos. A sociedade tem o direito de decidir o que deve ou não ser investigado.

Quem deve pagar?

A investigação na área das células estaminais tem um grande potencial no tratamento de doenças graves. No entanto, de onde deve originar o financiamento para esta importante investigação? Quem deve pagar o dispendioso processo de criação de células estaminais específicas para cada paciente e células especializadas para o tratamento de doenças?

Que regulamentação é que é precisa?

Células estaminais pluripotentes induzidas (CEPi) podem ser potencialmente usadas para criar muitos bebés clonados a partir das células de um adulto. Que regulamentações deverão ser adoptadas para controlar a forma como a pesquisa de CEPi é desenvolvida e aplicada? Como é que podemos legislar a pensar nos desenvolvimentos futuros?

É uma questão de política?

Se a investigação for rigidamente controlada por regulamentos e legislação, existe o risco de a ciência passar a ser uma questão demasiado politizada? Que nível de influência devem os lobistas políticos não especializados ter?

O que são as células estaminais?

As células estaminais são células pluripotenciais (indiferenciadas) do corpo humano capazes de produzir cópias de si mesmas ou produzir outro tipo de células

As células estaminais nos embriões e nos adultos

No embrião, as células estaminais especializam-se lentamente para produzir todo o tipo de células do corpo. Nos tecidos dos adultos, as células estaminais existem para continuar a regenerar células particulares do corpo durante a vida da pessoa.

De onde vêm as células estaminais?

As células estaminais humanas têm sido extraídas de:
• - embriões
• - alguns tecidos adultos (p. ex. medula óssea)
• - sangue do cordão umbilical placentário
• Líquido amniótico

Armazenamento e utilização de células estaminais

Os cientistas são capazes de isolar e manter células estaminais em laboratório por tempo indefinido. Conseguem induzir algumas células estaminais a diferenciar-se em outros tipos de células (ex. nervos, pele).

Os benefícios das células estaminais

Células estaminais - ou células do corpo derivadas destas - poderão abrandar ou mesmo parar algumas doenças degenerativas, reparar tecidos danificados ou tratar queimaduras.

O que são doenças degenerativas?

As doenças degenerativas podem afectar pessoas desde a infância até uma idade avançada. Incluem:
• Doença de Parkinson
• Diabetes
• Fibrose quística
• Esclerose múltipla
• Distrofia muscular
• Leucemia
• Hepatite
• Osteoporose

O estado actual da investigação

A investigação ainda está num estádio precoce. No futuro, as células estaminais podem permitir terapias de substituição de células, mas desconhece-se qual a sua real eficácia.

Remoção de células estaminais de embriões

As células estaminais embrionárias são normalmente removidas a partir de embriões que for criados por fertilização in vitro. As células são removidas quando o embrião tem cerca de uma semana de idade; este possui 30 - 150 células indiferenciadas e mede cerca de 0,14 milímetros. O embrião é seguidamente destruído.

De que embriões provêm as células estaminais?

Os embriões utilizados em investigação são na sua maioria “excedentes” de tratamentos clínicos como a FIV. Ocasionalmente, podem ser criados especificamente para investigação.

Embriões excedentários

Na FIV, os embriões excedentários aparecem quando são criados mais embriões do que um casal deseja implantar.
Actualmente, na Europa, existem centenas de milhar destes embriões conservados e destinados à destruição.

Células estaminais no adulto

As células estaminais são encontradas nos tecidos de um adulto como o cérebro ou a medula óssea. São em pequeno número e difíceis de obter.

Limites das células estaminais retiradas dos adultos

As células estaminais dos adultos produzem apenas alguns tipos de células que se relacionam com uma parte específica do corpo (p.ex. a medula óssea produz diferentes tipos de células sanguíneas mas não células hepáticas).

Superar os limites actuais das células estaminais dos adultos

Resultados recentes sugerem que pode ser possível transformar algumas células estaminais do adulto em células não relacionadas (p.ex. células da medula óssea em células nervosas). Esta investigação ainda está num estádio inicial.

Células estaminais provenientes do cordão umbilical placentário

As células estaminais são encontradas no cordão umbilical à nascença. São mais abundantes nesta fase do que na fase adulta, mais fáceis de obter, podendo ter um menor risco de rejeição.

Banco de cordões umbilicais

O cordão umbilical pode ser congelado à nascença e colocado num ”banco”, para mais tarde ser utilizado na terapia de células, partindo do presuposto que as células do cordão umbilical placentário podem ser transformadas noutros tipos de células.

O limite do 14º dia

No desenvolvimento humano, a nidação do embrião no útero dá-se ao fim de 7 dias após a fertilização, altura em que se iniciam os primeiros passos na direcção da diferenciação das células. As primeiras fases do sistema nervoso surgem após o 14º dia. Este é o limite legal para a investigação em embriões.

Razões para o limite dos 14 dias

Antes do limite de 14 dias um embrião pode dividir-se em dois, e muitos embriões abortam naturalmente.

Países diferentes, regras diferentes

Alguns países da UE não permitem a investigação em células estaminais embrionárias. Alguns apenas a permitem em embriões excedentes da FIV. O Reino Unido permite a criação de embriões para a investigação em células estaminais, incluindo a criação de novos embriões clonados.

O objectivo e o processo de clonagem

No Reino Unido é ilegal criar um clone de um bebé humano (clonagem reprodutiva), mas é legal a clonagem de um embrião humano e o respectivo crescimento até ao seu 14º dia com a finalidade de produção de células estaminais (clonagem terapêutica).. A diferença encontra-se no objectivo, e não no processo.

Embriões híbridos

Embriões híbridos de humanos e animais podem ser criados através da remoção do material genético de um ovócito de animal e substituindo-o por ADN humano. Em 2008 alguns investigadores no Reino Unido receberam permissão para criar este tipo de híbrido para pesquisa.

Prevenir a rejeição

A clonagem terapêutica anseia terminar com a rejeição de células como tecido estranho pelo corpo do paciente, extraindo as células de um embrião clonado criado a partir de células do próprio paciente.

Como funciona a clonagem terapêutica

Na clonagem terapêutica, as células são retiradas do corpo do paciente e “fundidas” com um óvulo humano cujo ADN foi removido. Isto cria um embrião clonado do paciente.

Aborto por razões médicas ou sociais

Em alguns países europeus, o aborto por razões sociais é legalmente permitido até às 24 semanas de gravidez. O aborto por razões médicas é legal até ao final da gravidez (semana 38-40). Em Portugal, a legislação foi recentemente alterada no sentido de descriminalizar a interrupção da gravidez realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez.

Clonagem e as Nações Unidas

Em 2004 nas Nações Unidas a proibição total à clonagem desmoronou. Todas as Nações apoiaram a proibição da reprodução por clonagem, mas algumas queriam também legislar contra a investigação em embriões clonados, que outras autorizaram.

O desenvolvimento do feto

O feto desenvolve a sua estrutura cerebral à 10ª semana de gestação. O limite temporal para realização do aborto por razões sociais é, em alguns países Europeus, as 24 semanas e, em Portugal, as 10 semanas. A partir das 24 semanas o feto começa a responder à luz, som e sensações sensoriais. No entanto, o limite temporal para investigação em embriões é de 14 dias. (Ver Carta de Informação 16 e 17)

Prevenir a rejeição através da reprogramação

Os cientistas conseguem agora manipular células retiradas de células epiteliais adultas para as fazerem reverter para o estado embrionário em laboratório. Este processo é muito mais fácil e mais eficiente que a clonagem.

A posição oficial Judaica

Antes dos 40 dias após a fertilização, a lei judaica não considera o embrião como uma “vida humana”. Por conseguinte, a remoção de células de um embrião é neutra em termos morais.

A posição oficial da Igreja Católica

- Contra: A vida humana inicia-se na fase monocelular.
- A favor: De acordo com abordagem de desenvolvimento de São Tomás de Aquino: Deus introduz progressivamente a alma humana no embrião: Primeiro a alma vegetativa, depois a alma sensitiva e por último a alma humana.

A posição oficial da Igreja Protestante

Abrange uma vasta ordem de pontos de vista, desde a oposição frontal à investigação de células estaminais embrionárias até à concordância a favor da clonagem terapêutica.

A posição oficial Islâmica

De acordo com a lei Muçulmana, o momento em que o embrião recebe a alma não acontece antes do quarto mês de gravidez. De acordo com a posição oficial Islâmica, a investigação de células estaminais embrionárias é moralmente neutra

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